Parabéns a todas polo sucesso da jornada de luita. Anexamos manifesto

Desde o Centro Social O Quilombo queremos parabenizar todo o feminismo de Ponte Vedra polo sucesso da convocatoria. Mais de 1000 pessoas acudirom à manifestaçom convocada polo Centro Social e apoiada polo Coletivo Feminista de Ponte Vedra, Galiza Nova e Comando Maçá.

Reconhecemos o acerto das companheiras da assembleia de mulheres do Quilombo ao tomar a decissom de, trás falar com os coletivos feministas ativos na nossa vila, convocar a manifestaçom contra às violências machistas, pois Ponte Vedra nom podia dar nem um paso atrás ante o machismo, o patriarcado e o capitalismo.

MANIFESTO CONTRA O PATRIARCADO E O CAPITAL, FEMINISMO ORGANIZADO! POLA MANIFESTAÇOM CONTRA ÀS VIOLÊNCIAS MACHISTAS DO 25 DE NOVEMBRO DE 2019.

Nesta jornada de mobilizaçom e resposta feminista no día internacional contra às violências machistas, desde o Centro Social O Quilombo ficamos obrigadas às companheiras do Coletivo Feminista de Ponte Vedra e de Galiza Nova pola adessom a esta convocatoria e a presença tambem das mulheres de comando Maçá, um coletivo de mulheres de recente criaçom na nossa vila. Tambem ficamos obrigadas a todas as pessoas que acudistes a esta convocatoria num día chave como o 25 de novembro. Respostas coma esta demostram que Ponte Vedra é umha vila mobilizada e que as redes que se estam a tecer desde o feminismo som imparáveis.

Sentimos carragem e nojo perante os continuos assasinatos acontecidos no Estado Espanhol no que vai de ano. Estamos fartas dumhas cifras oficiais que nom se correspondem com os 94 feminicidios reais, ja que esquencem todas aquelas mulheres assasinadas por homens que nom eram as súas parelhas. A mensagem que se está a enviar desde o poder judicial e desde as ineficaces medidas preventivas desde os gobernos é clara: viólannos e assasínam-nos porque podem. É insoportavel ver como se vai asumindo que nos matam polo simples feito de serem mulheres, e nom acontece nada. Mas tambem é certo que cada sociedade têm às violências que tolera. Por isso, de todas e todos nós depende que isto mude.

É urgente canalizar e organizar toda esta raiva e carrragem que sentimos, apostar pola auto-defesa feminista e no trabalho diario com outras mulheres, reflexionando e medrando juntas em espaços seguros. Temos que apostar por um trabalho coletivo desde os movementos sociais e fazernos com ferramentas proprias para construír em positivo. Mais sempre organizadas com outras companheiras, sentíndo-nos fortes e seguras, fugindo do terror meiático e da vitimizaçom à que nos sometem continuamente. Quérem-nos submisas mas teram-nos combativas, porque nós, companheiras, somos as protagonistas desta luita, e hoje, mais do que nnca, nom podemos dar nem um paso atrás na luita contra o machismo.

Desde o Centro Social O Quilombo, como espaço femnista, com a legenda “contra o patriarcado e o capital, feminismo organizado” quigemos sinalr os principais culpáveis das continuas e sistemáticas violências que sofremos às mulheres: o sistema patriarcal e o capitalismo. Num momento no que a extrema direita e o fascismo ocupam a grelha informativa branqueando e naturalizando o seu discurso de odio e em contra dos nossos dereitos e liberdades, é necessário carregar de significado e análise política todo aquilo que nos violenta para poder dar umha resposta contundente e fetiva a todos os níveis. Primeiramente desde às ruas, demostrando a nossa força com a auto-organizaçom femnista para esigir e demandar mudanças estruturais que tenham consequências reais e podam trocar a vida das mulheres. Porque às violências e os assasinatos nom som casos ilhados, senom algo inerente a este sistema podre que se alimenta da desigualdade entre mulheres e homens. Isto merece umha resposta política urgente, tanto a nível institucional como desde os movementos sociais.

O feminismo avança, sabémolo todas, mas precisamos um feminismo anti-capitalista e de classe que combata todas as desigualdades e opressons deste sistemos. Nom falamos de teito de cristal mas de chao peganhento, é dizer, da realidade de muitas mulheres que ficam condenadas às violências froito da exploraçom e da precariedade do trabalho reprodutivo. Tambem estamos fartas das múltiples violências que sofrem milheiros de mulheres por partida dupla,tripla ou quadrupla ao serem golpeadas por varios eixos de opressons, de classe, nacionais ou no caso de serem companheiras racializadas, transexuais, migrantes, presas ou com diversidade funcional. Tambem cómpre umha perspetiva feminista transversal em todos os níveis educativos e umha educaçom sexual nas escolas, para eliminar desde as idades mais novas os modelos de masculinidade e feminidade hegemónica que nós condenam a umhas vidas cheias de sofremento.

Cumha olhada internacionalista, tambem nom podemos esquencer como estam a pôr o corpo na luita nestes últimos meses as bravas companheiras de Chile, Bolivia, Ecuador, Colombia ou do Curdistam…. Mulheres, velhas e novas, que perante o avanço do neoliberalismo e o imperialismo mais feroz saem às ruas para defender a súa terra e os seus direitos para seguir apostando por umha sociedade livre de opressons, violências e desigualdade. Mais sem ir tam longe nom podemos esquencer a longa trajetoria das grandes referentes e o valioso legado que posúe o movemento femnista galego. De todas nós depende mantelo em pé.

Como diciam às companheiras da Batucada: Pola que estam, as que nom estam e as que perigam, nom podemos dar nem um paso atrás nesta loita até que todas sejamos livres.

Apostemos todas juntas por um femnismo organizado e militante na nossa vila para eliminar às violências machistas!

Hoje e sempre, que viva a luita feminista!

Na Peregrina, Ponte vedra. 25 de novembro de 2019

Centro social O Quilombo.

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